A minha Lista de blogues

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Propagação do pânico através dos meios digitais

Na passada quinta-feira, 28 de Outubro de 2010, o grupo assistiu a uma conferência intitulada por, From panic to mournig: 9/11 and the need for spectical -  Diana Gonçalves. Esta conferência chegou até nós pela professora Carla Ganito com o intuito de percebermos a relação que os meios socias têm com o pânico e o luto na sociedade.
O grupo ficou bastante interessado nesta conferência porque percebemos que a 9/11 houve uma grande exploração de imagens de drama e morte isto porque o nico, o medo e a insegurança foram transmitidos em directo para todo o mundo. E apesar da distância física entre vários países, existiu um sentimento de pertença, como se aquele país também fosse o nosso.
No entanto, durante toda aquela situação os jornalistas nem sabiam realmente o que se passava apenas, tinham ordens para continuar a transmitir tudo em directo. As imagens eram tão espectaculares que muitas pessoas acreditavam que só podiam ter sido filmadas por cameras de hollywood mas, ao mesmo tempo tão chocantes que o público protegido pela tela agia como se esta fosse um escudo que protegia o espectador de ser afectado com toda esta situação. Contudo, a complexidade acabou por ser retirada da história e das filmagens pois, foram substituídas por personagens desejáveis e por cenários sensacionalistas.

Nos jornais apareciam imagens muito grandes que ocupavam a capa com fotos coloridas do ataque. No caso da imprensa Times, é um exemplo da exploração de imagens de pessoas que tinham morrido. E também o caso dos espectáculos beneficientes como o que George Clooney apresentou que foi usado como um tempo de auto-promoção não só de beneficência para a situação. Era uma performace no fundo, uma maneira de serem vistos.

Os familiares serviram de personagens ou figurantes no palco do inferno e serviram de fontes de informação para a construção dos filmes, reportagens e tudo mais. Foram apenas formas de explorar a emoção e os sentimentos das pessoas  para agarrar o publico. E tudo o que conseguiu foi instalar o pânico dentro de casa, ao que se chama, “spectacle for the real” - exploração das emoções.

New York, cidade de estranhos e de multidões, após o ataque 9/11, juntou/formou uma comunidade e reforçou os laços com pessoas de todo o mundo através de uma ligação global. Todos em todo o mundo viveram aquele momento.
O lema acabou mesmo por ser: “The show must go on”.

Como alcançar o verdadeiro jornalismo...


No contexto da disciplina de Comunicação Digital, tivemos uma formação com Keith Stafford, na quarta-feira, 27 de Outubro de 2010.
Este senhor é jornalista há mais de 30 anos, já percorreu o Mundo e através das suas notícias conquistou o seu lugar no meio do jornalismo, o que por sua vez, despertou muito interesse no nosso grupo de trabalho, visto que, todas queremos seguir este trajecto.
Quem o trouxe até nós foi a Microsoft, com quem estamos a desenvolver um projecto para o portal MSN. O desafio será escrevermos notícias para este portal e para isso, obviamente, necessitávamos de conhecer alguém com muita experiência, alguém capaz de nos incentivar e de nos aconselhar para o trabalho que estamos a começar a desenvolver.
É aqui que entra Keith Stafford, um homem com vasta experiência e conhecimentos variados (mesmo o que nós precisávamos). Ele tem vindo a formar jovens dos mais variados países, jovens que ambicionam seguir o caminho da comunicação, para nos falar do código de conduta que o jornalista tem de obedecer, para nos mostrar como devemos trabalhar e, muito importante, o que não podemos fazer!
O código de conduta consiste no compromisso com a verdade, com a transparência, com a integridade, com a independência, com a privacidade e com a qualidade. Só através da verdade e da procura pelas fontes reais é que obteremos notícias consistentes e isto sim, é jornalismo. Foi-nos mostrado que a Microsoft segue estes princípios no portal MSN, o que teremos de seguir no nosso projecto.
Tudo isto é fundamental para um trabalho “limpo”. Se trabalharmos seguindo estes compromissos iremos conseguir que as pessoas confiem no que lhes dizemos e nada pode ser mais gratificante que isto no trabalho de um jornalista.

Keith não se limitou a explicar-nos as coisas apenas falando. Fez-nos trabalhar em exercícios práticos, o que nos fez entender as dificuldades de ser jornalista, de passar as informações fiéis à realidade.

A última parte desta apresentação destinou-se à estrutura da história quando a escrevemos, com três pontos fundamentais (cada um deve ocupar cerca de um parágrafo, pois ninguém gosta de ler notícias muito compridas). Estes são: Lead (quem, o quê, quando e onde); depois o contexto (porquê e como) e, para finalizar, aquilo a que Keith chamou de “golden quote”.

Ficámos muito satisfeitas com esta apresentação. Estamos seguras que esta nos vai possibilitar guiar o nosso projecto para o caminho certo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Moralidade vs Media ?

Vimos agora apresentar o nosso primeiro trabalho de análise. Este consiste no estudo de excertos de obras, ou artigos, com base nos seguintes tópicos: Os media e o crescimento da cultura de massas/ cultura popular; os problemas inerentes a esta cultura principalmente no que diz respeito ao caso das crianças, mais facilmente afectadas.

Eduardo Prado Coelho revela que a multimédia é apenas uma forma de nos “encostarmos”, de deixarmos que vídeos ou músicas falem por nós e fiquemos em silêncio, trata-se apenas de uma facilitação de toda a nossa comunicação principalmente para aqueles que não têm um grande à vontade para expor as suas ideias.
A Revista Pública, num dos seus artigos, contraria um pouco esta teoria porque remete-nos à ideia de que apesar de, hoje em dia as crianças estarem muito habituadas à televisão e a toda a sua rapidez, existem certas competências que não estão a ser exploradas da melhor forma. Falta um meio-termo para a comunicação e o desenvolvimento destas novas competências adquiridas. Por mais que toda a multimédia nos facilite a comunicação esta, também tem o poder de aumentar competências que nem sequer a escola se apercebe que existem.
Como afirma Dulce Gonçalves, muitas crianças têm uma óptima atenção dispersa, estando mais aptos a lidar com grandes quantidades de informação, mas não têm uma boa atenção focalizada, sendo incapazes de lidar com tarefas que exijam tempo e concentração, como os trabalhos da escola.
A atenção depende em muito da escolha que tem de ser feita, ao que as crianças escolhem dar atenção.
Emílio Salgueiro, um psiquiatra e psicanalista, protesta que se vejam estes problemas de atenção como sendo uma doença.
Ele defende que estas desordens de atenção, que já afectam entre 3 a 5% da população escolar (entre 35 mil a 50 mil crianças), têm um fundamento genético mas devem-se, em grande parte, ao meio-ambiente que rodeia a criança.
Os distúrbios são mais frequentes em crianças que tenham um dos pais que tenha a mesma desordem.
Pedro Cabral, um neuropediatra do Hospital São Francisco Xavier afirma que não existe um “aumento real” no número de casos deste problema. O que se passou foi que o problema passou a ter mais visibilidade através de: os actuais ritmos desadequados de aulas, com 90 minutos, o maior número actual de crianças a frequentar a escola e todos com um mesmo objectivo - entrar na faculdade. O resultado é o insucesso escolar crescente.
Para complicar a situação, a sociedade está mais desorganizada e as crianças entregues a elas próprias.
Não existe um incentivo à leitura de histórias com a família e as crianças passam grande parte do tempo a ver televisão ou a ler histórias rápidas, que nunca serão moldes e não obrigam as crianças a criar conexões, ajudando a desenvolver capacidade de concentração e focagem.
A actual “sociedade acelerada”em nada beneficia a situação de desconcentração das crianças.
Pedro Cabral fala ainda de importância de ajudar as crianças que sofrem de hiperactividade, sendo este um distúrbio e um dos casos mais críticos de falta de atenção. Este deveria ser ajudado com instrumentos que não exclusivamente a medicação, que tem sido receitada com grande excessividade. Temos de nos aperceber realmente das causas do problema e arranjar soluções a partir destas.
No livro “Tudo o que é mau faz bem”, de Steven Johnson, muitos autores dizem que a sociedade está cada vez mais infantilizada, mas George Will diz que estamos numa cultura de massas mais sofisticada e mais exigente, sendo feita uma “lavagem ao cérebro positiva”, pois os meios de comunicação popular tornam a nossa mente mais aguçada, fazendo-nos mergulhar cada vez mais em tipos de entretenimento.
Esta tendência tem como nome a “Curva de Sleeper”, a força matriz mais importante para o desenvolvimento mental dos jovens, que desenvolve faculdades cognitivas em vez de as limitar.
Por outro lado, na opinião de Parents Television Council, “A indústria do entretenimento foi longe demais”, os seus conteúdos televisivos enviam uma mensagem negativa à juventude americana (cria uma sociedade desprovida de civismo). Os termos dominantes são o declínio e a atrofia.
“Somos uma nação de dependentes de reality shows e viciados em Nintendo”.
A questão central aqui em debate é se os media são bons ou prejudiciais para nós. O contra-argumento habitual é de que os media têm ganho em realismo o que têm perdido em clareza moral, isto é: o importante não é o facto de os programas de televisão e/ou jogos de vídeo terem um impacto positivo ou negativo, mas sim um raciocínio que extraímos perante uma experiência cultural.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Bem-vindo!

Olá a todos!

Desejamos as boas vindas ao nosso Blog.

Somos quatro alunas de Comunicação Social e Cultural da Universidade Católica Portuguesa e fomos desafiadas a criar este Blog no contexto da disciplina de Comunicação Digital.
Aqui pretendemos apresentar os trabalhos desenvolvidos por nós ao longo deste semestre, quer seja a evolução do nosso trabalho de grupo, ou a análise de textos estudados em aula.
Temos como objectivo principal desenvolver a forma de comunicar dentro dos novos media, utilizando uma abordagem atractiva para todos os nossos visitantes.


Para não perderem as nossas novidades, não se esqueçam...

Press Play!


Saudações,

Cátia Mestre, Lara Faria,
 Madalena Abecasis, Zahra Jiva