Na passada quinta-feira, 28 de Outubro de 2010, o grupo assistiu a uma conferência intitulada por, From panic to mournig: 9/11 and the need for spectical - Diana Gonçalves. Esta conferência chegou até nós pela professora Carla Ganito com o intuito de percebermos a relação que os meios socias têm com o pânico e o luto na sociedade.
O grupo ficou bastante interessado nesta conferência porque percebemos que a 9/11 houve uma grande exploração de imagens de drama e morte isto porque o pânico, o medo e a insegurança foram transmitidos em directo para todo o mundo. E apesar da distância física entre vários países, existiu um sentimento de pertença, como se aquele país também fosse o nosso.
No entanto, durante toda aquela situação os jornalistas nem sabiam realmente o que se passava apenas, tinham ordens para continuar a transmitir tudo em directo. As imagens eram tão espectaculares que muitas pessoas acreditavam que só podiam ter sido filmadas por cameras de hollywood mas, ao mesmo tempo tão chocantes que o público protegido pela tela agia como se esta fosse um escudo que protegia o espectador de ser afectado com toda esta situação. Contudo, a complexidade acabou por ser retirada da história e das filmagens pois, foram substituídas por personagens desejáveis e por cenários sensacionalistas.
Nos jornais apareciam imagens muito grandes que ocupavam a capa com fotos coloridas do ataque. No caso da imprensa Times, é um exemplo da exploração de imagens de pessoas que tinham morrido. E também o caso dos espectáculos beneficientes como o que George Clooney apresentou que foi usado como um tempo de auto-promoção não só de beneficência para a situação. Era uma performace no fundo, uma maneira de serem vistos.
Os familiares serviram de personagens ou figurantes no palco do inferno e serviram de fontes de informação para a construção dos filmes, reportagens e tudo mais. Foram apenas formas de explorar a emoção e os sentimentos das pessoas para agarrar o publico. E tudo o que conseguiu foi instalar o pânico dentro de casa, ao que se chama, “spectacle for the real” - exploração das emoções.

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